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Friday, 29 June 2012

Quem trai mais? Homem ou Mulher?



Especialistas apontam equívocos nos estudos que relatam superioridade masculina na infidelidade amorosa



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É comum ouvirmos dizer que os homens são mais infiéis às parceiras do que elas a eles. Será que isso é verdade? E se a infidelidade é cometida com outra mulher, será que é matematicamente possível essa superioridade masculina na traição amorosa?

À primeira vista, as estatísticas não são muito favoráveis a eles. Em uma pesquisa feita nos Estados Unidos em 2006, a American General Social Survey, quase duas vezes mais homens do que mulheres admitiram ter tido relações sexuais com pessoas que não eram suas esposas ou maridos.

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O último estudo de grande porte sobre comportamento sexual realizado na Grã-Bretanha, a National Survey of Sexual Attitudes and Lifestyles (Natsal), feita em 2000, concluiu que 15% dos homens tinham tido relacionamentos "sobrepostos" no ano anterior - em comparação com apenas 9% das mulheres.


Segundo especialistas, as mulheres admitem menos a traição do que os homens


A pesquisadora Catherine Mercer, chefe de análises do estudo Natsal, disse que a discrepância pode ser explicada, em parte, porque as mulheres estão menos inclinadas a admitir a infidelidade do que os homens.

"Não podemos observar diretamente a infidelidade, então temos de nos basear no que as pessoas nos dizem, mas sabemos que existem diferenças entre os gêneros na forma como as pessoas relatam comportamentos sexuais", disse Mercer.


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Mas os números poderiam ser explicados de outra forma. Por exemplo, a diferença entre as estatísticas para a infidelidade de homens e mulheres poderia resultar de uma situação onde um número menor de mulheres cometem adultério, porém, aquelas que são infiéis o fazem com mais frequência.

Todas as evidências do estudo Natsal, no entanto, indicam que mulheres, de maneira geral, têm menos parceiros sexuais do que os homens - e não o contrário.

Outra possível explicação para a diferença nos índices teria a ver com idade


"Nós sabemos que, em média, os homens tendem a ser ligeiramente mais velhos do que suas parceiras mulheres", disse Mercer.

"Se você imagina um cenário onde um homem casado tem um caso com uma mulher mais jovem, que pela probabilidade tende a ser solteira, porque é mais jovem, ele teria sido infiel, mas ela não".

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Se uma pessoa considera ou não que uma mulher que tem relações sexuais com um homem casado está sendo cúmplice em adultério, isso vai depender dos seus conceitos morais.

Também é importante notar que alguns relacionamentos são abertos e, em relacionamentos desse tipo, sexo com outros parceiros não seria considerado infidelidade. Mas não há flexibilidade nas estatísticas para acomodar essas nuances.

Sobreposição e não traição

Mercer, inclusive, nem usa a palavra 'infidelidade' em sua pesquisa. Ela prefere usar termos mais neutros, como "sobreposição" ou "simultaneidade" de relacionamentos.

"Infidelidade é uma palavra tendenciosa, ao passo que pensar em sobreposição de parceiros é mais apropriado quando estamos pensando sobre o contexto epidemiológico desses dados", diz Mercer. "Estamos pensando, por exemplo, sobre a transmissão de infecções transmitíveis sexualmente e HIV", explica.

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Homens que pagam por sexo podem também explicar seus índices mais altos de "relacionamentos sobrepostos". O último estudo Natsal revelou que cerca de 4% dos homens tinham pago por sexo nos cinco anos anteriores.

Se partimos do pressuposto de que há um número menor de mulheres vendendo sexo do que o número de homens pagando por ele, a prostituição pode também explicar algumas das discrepâncias.

Isso também pressupõe, é claro, que muito menos mulheres pagam por sexo do que homens. Estudos anteriores não perguntaram às mulheres se elas pagam por sexo, então não há dados concretos. Mas isso será perguntado no próximo estudo Natsal.

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Há uma outra falha na metodologia. Estudos anteriores não perguntaram explicitamente se os entrevistados tinham relacionamentos sobrepostos. Em vez disso, os estudos pediram as datas das primeiras e últimas relações sexuais dos entrevistados com seus parceiros mais recentes.

Com bases nas respostas, os pesquisadores analisaram as datas em busca de sobreposições. Mercer explicou que esse método pode dar a impressão de que houve infidelidade quando na verdade ela não ocorreu. "Imagine uma situação onde um casal começa a namorar na escola, se separa e depois volta a namorar alguns anos mais tarde", questiona a pesquisadora.

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"Nesse ínterim, cada um teve outros parceiros. A data de sua primeira relação sexual ainda vai ser quando estavam na escola. A data da relação sexual mais recente bem pode ser na semana anterior. Mas as datas (de suas relações sexuais) com os outros parceiros vão indicar que foram infiéis quando na verdade não foram", prossegue Mercer.

Homem jovem e sem religião

Será que algum desses estudos seria capaz de nos dizer que tipo de homem está mais propenso a ser infiel? O coordenador da pesquisa American General Social Survey, Tom Smith, identificou vários fatores.

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"Entre os grupos que estão mais propensos a ser infiéis estão os menos religiosos e as pessoas que ficam separadas (da parceira ou parceiro) por longos períodos - viajando ou trabalhando longe de casa", disse Smith.Mercer, por sua vez, disse que jovens tendem a relatar mais relacionamentos sobrepostos do que outros grupos etários.

O que nos dá o perfil da pessoa mais propensa ao crime da traição: homem jovem sem religião que passa grandes períodos longe de casa.

Dificuldades de medir a infidelidade

Petra Boynton, psicóloga especializada em sexo e relacionamentos afirma que é difícil medir a infidelidade de uma maneira geral e não só pelo sexo de quem trai. De acordo com ela, o primeiro problema acontece na maneira como é feita pergunta. Algumas pesquisas fazem isso de maneira acusatória, analisa a especialista.

"Em segundo lugar, quando você está falando sobre a infidelidade, o que você realmente quer dizer? As pessoas têm conceitos diferentes. Beijar é infidelidade? Algumas pessoas dizem que ver pornografia ou falar no Facebook é infidelidade", questiona Petra.

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"Quando falamos sobre relacionamentos e sexo, temos obsessão por gênero. Estabelecemos esses parâmetros fixos. Poderíamos pensar em termos de idade, ou tipo de relacionamento, ou cor do cabelo", continua a especialista.

Petra continua seu questionamento, dizendo: "Por que estamos tão interessados em dizer que homens são mais infiéis do que mulheres? Por que tem de ser um ou o outro? E por que falar sobre isso? Essas questões nos remetem ao estereótipo negativo de que os homens são mais sexuais, mais promíscuos e menos confiáveis. E de que as mulheres são mais virtuosas".

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"É bem possível que homens exagerem e que mulheres minimizem (sua infidelidade). Historicamente, tem sido perigoso, às vezes, para as mulheres, admitir infidelidade. E em algumas partes do mundo esse ainda é o caso - para homens e mulheres", finaliza Petra.



dicas para o sexo - sexualidade -  Desejos e Fantasias de Casal




Thursday, 19 April 2012

Traição e as relações íntimas pela internet

Será que estou traindo?




Costumo entrar em salas de bate papo e conversar com outros homens, meu marido não sabe, será que isso é uma traição?

Não é raro mulheres casadas ou comprometidas entrarem em salas de chat para conversar com outros homens. Conversa vai, conversa vem, e logo as intimidades começam a ser compartilhadas e fantasias construídas.

Para o homem, que está do outro lado teclando, isso geralmente não passa de um jogo de sedução sem a menor consequência. Mas, com relação à mulher, é comum que ela levante dúvidas sobre o seu próprio comportamento.



Isso ocorre porque a "virtude sexual feminina" ainda carrega valores morais tradicionais e, em alguns casos, a honra familiar também está em jogo.

A palavra traição vem do latim tradere, cujo amplo sentido exprime toda “ação que contravém à fidelidade, à fé jurada, ou à lealdade devida”, segundo o Vocabulário Jurídico. Isso quer dizer que qualquer ação que rompa com tudo o que está estabelecido em relação à confiança (de uma ou de ambas as partes) é considerado traição.



Pensando nesse sentido, quebrar regras que estão implícitas para o convívio do casal - como conversar sobre assuntos que desvelem a intimidade com outras pessoas ou simplesmente fazer contatos às escondidas - pode ser o bastante para que alguém se sinta o traidor naquela relação. E isso é bem fácil de entender: só escondemos algo quando entendemos que aquilo não é permitido.



Em nossa cultura, relacionamos fidelidade com monogamia e, assim, a relação conjugal se constrói a partir de um número variado de regras, que regerão a conduta dos pares - e esses, por vezes, sentirão desejo de transgredi-las. Mas quando de fato a transgressão acontece, seja pela via virtual ou real, pode ser muito difícil lidar com um sentimento chamado culpa e que, geralmente, leva a pessoa se perguntar:  “será que estou traindo?”











Sunday, 29 January 2012

Quando o mundo virtual está demais...


Confira e verifique se não está atrapalhando sua vida...




No jantar a dois, uma pausa para ver se aquele e-mail importante chegou. Antes de dormir, a última "tuitada" do dia, mas debaixo do lençol, para não acordar o marido. Estar ao lado do outro e, mesmo assim, ser ignorado por causa de um aparelho, sentindo a ameaça da conexão com o mundo virtual disponível 24 horas por dia, é algo que nem todo mundo encara com naturalidade. Há casais que não percebem, mas que já deixaram a tecnologia meter a colher - ou seria o fio? - na relação.

Uma pesquisa da Nokia realizada com 601 brasileiros apontou que 34% dos entrevistados já haviam passado por problemas desse tipo, provocados pelo uso da internet e do celular.



A interferência chega a ser considerada, pelos psicólogos, mais problemática que a de situações tradicionalmente conflituosas para os casais, como as saídas nos fins de semana com as amigas ou o jogo de futebol com os amigos. Afinal, o ambiente virtual garante anonimato de quem o usa, um verdadeiro terror para inseguros.

Disputar a atenção com aparelhos tão modernos parece mesmo impossível. O coordenador do Programa de Dependência de Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, Cristiano Nabuco de Abreu, orienta os casais a não deixarem a tecnologia ferir as quatro paredes. "O limite para o uso tem que ser a preservação da intimidade", diz ele.



Mas se reclamações e pedidos para desligar o aparelho não adiantam, talvez seja a hora de procurar ajuda profissional. Psicólogo especialista em relacionamento amoroso, Alexandre Bez diz deixar a companhia do parceiro para viver um outro mundo revela, muitas vezes, dificuldade de envolvimento emocional. E lembra: "Isso não se cura desligando um botão, mas com apoio e tratamento"



Relação desconectada




Fique atento à interferência excessiva da tecnologia em seu relacionamento. Pode ser exagero se você:

1 Leva o aparelho de telefone celular ou o notebook para a cama e não desgruda dele até na hora de dormir

2 Não consegue passar um final de semana tranquilo sem acesso à internet

3 Mente para o outro a respeito do tempo em que permaneceu on-line



4 Mantém relações virtuais paralelas à relação real

5 No café da manhã, no jantar a dois ou mesmo no almoço não consegue desgrudar do aparelho

6 Divulga - ou posta, para seguir a linguagem da internet - tudo o que acontece na sua vida nas redes sociais e, dentro de casa, fala pouco sobre si

7 Sente necessidade de olhar o e-mail o tempo todo, mesmo quando não está à espera de um retorno importante



8 Fica mais tempo on-line que o programado

9 Esconde do seu parceiro o que faz na internet por medo dele interferir na sua vida virtual

10 Escolhe um programa de bate-papo para conversar mesmo em situações em que a conversa poderia ser cara a cara



11 Deixa de participar de algum evento familiar para ficar na internet, mesmo quando o assunto não é urgente

12 Recebe reclamações constantes a respeito do tempo que passa ao computador

13 Não consegue se concentrar no que o outro diz, porque pensa no que está deixando de fazer na internet

14 Sente-se mais confortável quando está conectado



Traição virtual: para muitos, medo real
Quem nunca teve curiosidade em saber o que o parceiro tanto faz na internet, descobrir com quem costuma bater papo, que sites visita e com quem troca e-mails? Esse certamente é o sonho de todo(a) ciumento(a), que daria tudo para ter uma contra-senha e poder vasculhar as contas e os perfis das redes sociais abertas pelo ser amado.

O medo da traição virtual é tão real que pode ser suficiente para motivar uma separação. E essa "modalidade" de traição não deve ser menosprezada, diz o psicólogo Ailton Amélio da Silva, especialista em relacionamentos.



"Trair é enganar o outro na área afetiva ou no aspecto sexual. Não importa se houve um encontro real. Se há intenção ou atitude premeditada, existe traição", afirma Ailton da Silva.

Confiança
Como não dá para vigiar o outro o tempo inteiro - até porque a internet oferece dezenas de possibilidades de interação - o único jeito é confiar nele.



Se a insegurança bater, converse com o parceiro, peça para que seja sincero e saiba interpretar aquilo que vê. Nem sempre um recado deixado em um perfil diz exatamente aquilo que você interpretou.